sábado, 3 de julho de 2010

Prólogo do Conto de Fadas (nem um pouco) infantil


LEMBRANDO QUE A HISTÓRIA NÃO TEM APOLOGIA À POLÍTICA E SIM ZOAÇÕES NA MEDIDA CERTA (quando se fala algo sobre política)
“Quando eu for eleito” a voz discursava... e era difícil saber o que realmente estava acontecendo. Eu estava confusa. Não sabia exatamente se o que eu estava vendo e ouvindo era real ou apenas obras da minha imaginação. Eu me levantei. Abri os olhos. O político estava cumprimentando seus eleitores. Fechei. O tal político estava sendo perseguido pelos aldeões. Abri. A população estava conversando com o político. Fechei. O político estava amarrado em um tronco. Abri. O político estava dando dinheiro para seus eleitores. Fechei. A população tacou fogo no político. Abri. Os aldeões faziam fila para abraçá-lo. Fechei. Não conseguia me decidir o que era mais estranho: a realidade ou as alucinações causadas por esse estranho chá que os anfitriões me ofereceram.

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